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Como incluir idosos com demência nas festas de fim de ano: cuidados, limites e acolhimento

  • Foto do escritor: neuro9
    neuro9
  • 23 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Final do ano traz sempre o mesmo desafio para muitas famílias: como incluir idosos com declínio cognitivo nas festas de fim de ano, sem sobrecarregar a família e sem causar desconforto ao idoso?


As festividades de Natal e Ano Novo costumam ser momentos de reencontro, mesa cheia e longas conversas. Mas, para famílias que convivem com idosos com declínio cognitivo ou demência, esses momentos também podem trazer desafios importantes. Mudar o idoso do ambiente onde ele se sente seguro, principalmente quando vive em casa própria ou em um lar geriátrico, exige atenção, planejamento e sensibilidade.


A primeira consideração é entender que toda mudança de rotina pode gerar ansiedade, confusão e até agitação. Locais com muitas pessoas, barulho, luzes fortes ou estímulos excessivos podem piorar a desorientação e o cansaço mental. Por isso, evitar ambientes com muita gente, músicas muito altas e programações longas é uma forma de cuidado.


Outro ponto essencial é respeitar os horários habituais do idoso, especialmente refeições, hidratação e a administração dos medicamentos. Isso ajuda a manter a estabilidade clínica e emocional, além de reduzir o risco de delírios, irritabilidade e desregulação do sono. Uma estratégia simples é montar um pequeno kit de cuidados: lista de medicações, horário dos remédios, garrafinha de água, um lanche de fácil aceitação e itens de conforto (casaco, manta, um objeto familiar).


Para muitos idosos, permanecer sentado por longos períodos também é desconfortável. Assim, é útil escolher um local tranquilo da casa, com menos estímulos, onde ele possa descansar, conversar com menos pressão ou simplesmente observar o ambiente.


E, o mais importante: ajuste as expectativas. Nem sempre o idoso lembrará de todos, nem participará das conversas como antes, e está tudo bem. O que importa é que ele se sinta acolhido, seguro e incluído.


Celebrar com quem amamos é um privilégio. Celebrar respeitando o tempo, o ritmo e as necessidades de cada pessoa é um ato de amor ainda maior.

 
 
 

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